quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Noite

para Grazzi


Afundo as mãos na terra pra encontrar barquinhos.
Andei desandando a febres.
Você não estava por lá, mas usei tabletes-senha para dormir dentro de um livro, como as pessoas que foram amadas.
Venham a mim os chocolates, disse Jesus.
Um dia fiquei decantada. Tentei mexer, juro. Mas desciam-me lugares, sedes, o alfabeto. Acho até que escutei alguém uivar.
É noite, noite, noite mesmo.
E o único que brilha é seu fogo-fátuo marinho,
farejando a carnação da orquídea.

7 comentários:

Grazzi em ContRo disse...

Ó..que gemeção de Lua com cara de tua..

Linda vc!
Bjo.

enten katsudatsu disse...

ESTOU APAIXONADO E UIVANDO... SÓ Q ESSE TREM É DESCARRILHADO.

MUITO BOM POEMA. VAMOS EM FRENTE!!!

DESBRAVO A SELVA DE PEDRA. VIVA SÃO PAULO.

BEIJO.

Cássio Amaral

João Marcos disse...

Ainda me lembro de um outro...

o mar deve ser a...
no fundo peixes e ossos...

isso é impagável.

Esse ainda vou ler mais, tá de noite.

valeu!

Mara Giovanna disse...

Noite

Poema tão circunspecto e profundo quanto a Grazzi, que encontra sempre algo especial nas coisas mais simples do mundo.......
Abços

Helena disse...

'Mas desciam-me lugares, sedes, o alfabeto.'

Bel, vc transborda, cara!

Lady Crisálida disse...

Ir nesse comboio sem rumo e sem pressa alguma de voltar...a não ser para ler-te!!!de dia ou de noite!!!

Passarinhos sempre pousam em teus ombros...

beijos, querida.

Ramses disse...

A profundidade é algo de mistério assim como o noite no meio do oceano.


Beijo