quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sombra

A sombra é quimérica e absurda. Pode esconder-se atrás de uma porta por anos. A esta altura não brinca mais de coelho? Está suspensa pelo abandono. Acabou. Então transforma a despedida em um jogo de ecos, puro cansaço. Fiquei sabendo que dois dias ao lado da sombra e você já se sente ermo. Erminho, que seja. Pode ser que tenha se envergado sobre si, como uma concha, mas é certo que perdeu a memória do mar. Quebrou sua imagem nesse sábado, ao lado do telefone. Tornando-se ou tornando-a fundo, estabeleceu um compasso. A sombra é proposta pelo Outro. Basta: ela adoraria fundir-se para sempre ao chão dos desertos vermelhos. Dentro dela o vento é suave, as águas são frescas.Ouça.

5 comentários:

João Marcos disse...

qual o peso do escuro na sombra?
planta aí um córrego pra dar som e movimento, vai refrescar.
bj

leo gonçalves disse...

ei! está de volta. que bom.
saudade. quando terminar de voltar, me avisa.
beijos.

Grazzi em ContRo disse...

Tô ouvindo dentro de uma concha que achei no meio da areia..

Izabel Xarru disse...

Mano João, plantei um pé de vento por lá. Acho que refrescou. Bj.

Lady Crisálida disse...

O peso da tua sombra me...Assombra!!

beijos excessivamente de luz,Bonita!!